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Apartheid na Polícia Civil

O significado da palavra “apartheid” é separação ou segregação. Pois em 1948, com a ascensão ao poder do Partido Nacional Conservador na África do Sul, teve início um dos regimes mais brutais e segregacionistas da história recente da humanidade. Esse regime ficou conhecido como Apartheid e teve como principal protagonista o primeiro-ministro Daniel François Malan, que, com mão de ferro e opressão, subjugou toda uma população negra em seu próprio continente.

O regime consistia na separação absoluta entre duas raças: brancos e negros, determinando que todos os serviços prestados pelo Estado deveriam ser segregados.

Exemplo: Hospital para brancos, hospital para negros, escola para brancos, escola para negro, transporte para brancos, transporte para negros. Vale ressaltar que a separação, por si só, já é uma aberração. Porém, os serviços prestados pelo Estado criavam privilégios exclusivos para os brancos, enquanto os negros sofriam com as péssimas condições de vida impostas pelo apartheid.

Enquanto as escolas para brancos eram bem estruturadas, as escolas para negros eram negligenciadas, com pouca ou nenhuma estrutura. Gastava-se cerca de 690 dólares anuais por aluno branco, enquanto, por um aluno negro, investia-se apenas 44 dólares por ano.

As disparidades não paravam por aí. Na área da saúde, os números eram alarmantes: os hospitais destinados aos brancos contavam com excelente estrutura, enquanto os hospitais para negros padeciam com a falta de investimento, condenando a população negra, maioria no país, à morte e ao caos.

Uma das medidas mais desumanas e revoltantes impedia qualquer pessoa negra de possuir terras na África do Sul, estabelecendo que 93% de todo o território do país ficaria nas mãos dos brancos e poderosos, enquanto apenas 7% seriam divididos entre os negros.

Um detalhe importante: 75% de toda a população sul-africana era negra, e menos de 20% era composta por brancos.

Fazendo agora um paralelo com a Polícia Civil de Sergipe, imaginemos que a instituição seja a “África do Sul”. Nós, os Oficiais Investigadores, representamos 89,5% do efetivo, enquanto os Delegados de Polícia correspondem a apenas 10,5%.

Notem a semelhança: muito embora os Delegados representem apenas uma pequena parcela do efetivo, são detentores de diversos privilégios e vantagens sobre os Oficiais Investigadores, que realmente carregam e tocam o piano. É um cenário injusto, perverso e revoltante.

Diferença entre os salários

Os Delegados chegam a receber 1.000% (mil por cento) a mais que os Oficiais Investigadores, conforme o Portal da Transparência de Sergipe. Os Delegados estão entre os cinco melhores salários do Brasil, enquanto os Oficiais Investigadores amargam o 25º pior salário entre os estados do país.

 

O maior salário entre os servidores do Executivo é de um Delegado, inclusive, dezenas deles recebem um salário maior do que o do governador de Sergipe (Portal da Transparência de Sergipe). Um Delegado com um dia no serviço público recebe mais do que um Oficial Investigador com mais de 30 anos de serviços prestados à sociedade sergipana.

 

Diferença entre IFVs (Horas Extras)

As horas extras dos Policiais Civis Delegados chegam a R$6.000,00 (seis mil reais), enquanto o Oficial Investigador recebe aproximadamente 1/3 desse valor, se conseguir trabalhar a exaustiva carga horária de 80 horas extras, sacrificando sua folga e sua família.

Pasmem: uma diferença de 125% (cento e vinte e cinco por cento) a mais em seus salários, somente no tocante à hora extra.

Diferença entre Abono de Permanência

Os Policiais Civis Delegados recebem 200% a mais que os Oficiais Investigadores (Portal da Transparência de Sergipe).

“Gratificação de Retribuição por Acúmulo de Delegacia”: por que existe?

Os Policiais Civis Delegados recebem 236,5% a mais que os Oficiais Investigadores (Portal da Transparência de Sergipe).

Por fim, entenda: você, cidadão, é parte interessada

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergioe pede a sua ajuda para exterminar o apartheid dentro da Polícia Civil de Sergipe.

Os Oficiais Investigadores combatem o crime, protegem as pessoas e são a última barreira contra a criminalidade. Quando todo o aparato estatal falha, nós entramos em ação investigando e elucidando crimes.

REESTRUTURAÇÃO JÁ!