O Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe (Sinpol/SE) lançou uma campanha de valorização com o objetivo de chamar a atenção do governador Belivaldo Chagas para todos os problemas relacionados à base da Polícia Civil, composta por agentes, agentes auxiliares e escrivães.

Com o tema “Governador, quem não cumpre a palavra não tem segurança!”, a ação busca lutar por melhorias diversas para a categoria que permanece trabalhando em meio à pandemia do Coronavírus mesmo sem receber equipamentos de proteção por parte do Governo.

Entenda os policiais civis

O governador Belivaldo Chagas se comprometeu em aprovar determinados projetos para a categoria e nunca cumpriu. Desde o início de 2019 os policiais lutam por reposição inflacionária, fusão dos cargos da base da Polícia Civil, redução do tempo que o policial demora a ser promovido na carreira, além de auxílio alimentação e auxílio saúde.

Não satisfeito em prometer e não cumprir, ignorando os anseios dos homens e mulheres que integram a Polícia Civil, recentemente o governador Belivaldo Chagas suspendeu o pagamento do adicional do terço de férias para esses profissionais. Além disso, há licenças-prêmio suspensas e cortes de horas extras em algumas delegacias da capital e do interior.

Violência aumentou

É esperado que em meio à desvalorização dos policiais civis, a criminalidade e violência nos 75 municípios aumente em diversas áreas: 65 homicídios dolosos computados entre os dias 1º e 19 de abril; e aumento no número dos registros de violência doméstica contra a mulher são apenas a ponta visível do iceberg do caos que o governador Belivaldo tem criado por não dialogar com a categoria e não compreender os problemas que afligem a base da Polícia Civil.

Os policiais civis saíram da fase da reclamação, tristeza e agonia. Agora, resta muita revolta e a certeza de que esse Governo é desumano, insensível, não valoriza a Polícia e muito menos a segurança do cidadão sergipano.