O Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe (Sinpol/SE) deu seguimento nesta quarta-feira, 29, às visitas nas delegacias para a distribuição de kits com máscaras e álcool para os policiais civis, que deveria ser providenciado pelo Governo do Estado e pela Polícia Civil, como forma de evitar a disseminação do coronavírus entre os profissionais e a população.

Na oportunidade, os diretores do sindicato dialogaram com os policiais civis sobre a importância da campanha de valorização com o tema “Governador, quem não cumpre a palavra não tem segurança!”, além das principais reivindicações da categoria; as principais necessidades de cada delegacia; bem como o comportamento arrogante e discriminatório do governador Belivaldo diante das demandas da categoria policial civil de Sergipe.

“O governador Belivaldo tem mostrado diariamente que não se preocupa com a segurança da população e nem mesmo em dialogar com os policiais que arriscam suas vidas diariamente para defender a sociedade. Fez diversas promessas à categoria e não cumpriu nenhuma. Então esse é o momento dos policiais civis se unirem e perceberem o cenário político que estamos vivenciando. Temos um governador que não se importa com a segurança e isso é muito grave”, destacou Adriano Bandeira, presidente do Sinpol/SE.

Na maioria dos locais o sindicato encontrou prédios sucateados e estruturas que desrespeitam o policial civil e o cidadão sergipano como fios expostos, ar-condicionado quebrado há vários meses, esgoto aberto, falta de limpeza, entre outras situações graves. Foram visitadas as delegacias dos municípios de Barra dos Coqueiros, Pirambu, Japaratuba, São Francisco, Propriá e o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Malhada dos Bois.

Nas visitas o Sinpol/SE também dialogou com Álvaro Bento dos Santos, secretário municipal de Segurança Pública de Pirambu; e com a prefeita do município de São Francisco, Alba Nascimento; e com o secretário de Finanças da mesma cidade, Pablo Nascimento, sobre a situação precária vivenciada no ambiente de trabalho dos policiais civis.

Pendências de Belivaldo

O governador Belivaldo Chagas se comprometeu em aprovar determinados projetos para a categoria e nunca cumpriu. Desde o início de 2019 os policiais lutam por reposição inflacionária, fusão dos cargos da base da Polícia Civil, redução do tempo que o policial demora a ser promovido na carreira, além de auxílio alimentação e auxílio saúde.

Não satisfeito em prometer e não cumprir, ignorando os anseios dos homens e mulheres que integram a Polícia Civil, recentemente o governador Belivaldo Chagas suspendeu o pagamento do adicional do terço de férias para esses profissionais. Além disso, há licenças-prêmio suspensas e cortes de horas extras em algumas delegacias da capital e do interior.

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